Os primeiros passos na vida de um empreendedor...

29/03/2018

Prof. Alexandre Nabil Ghobril e Prof. Marcos Antonio Franklin


De acordo com pesquisa da jornalista Juliana Falcão, da portal terra, um pequeno empresário, Henry Patterson, de apenas 9 anos, tem agora três negócios. Começou a vida empresarial vendendo adubo no eBay. Depois passou a comprar e revender produtos em uma loja perto de sua casa, em Bedford, Inglaterra. E a mais nova empreitada do garoto é a venda de doces para crianças. Trata-se da “Not Before Tea” (Não Antes do Chá) e o retorno tem sido um sucesso.

 

Henry conta com a ajuda dos pais, mas ele mesmo se encarregou de desenhar o logotipo, criar a estratégia de marketing e as embalagens dos produtos. O caso de Henry não é único. Historicamente, quem começa a empreender muito cedo tende a não parar de criar novos projetos. Alguns estudiosos comparam esse comportamento a um ‘vírus empreendedor’.

 

De olho no potencial das crianças, o Brasil tem desenvolvido diversos projetos de estímulo ao empreendedorismo no ensino fundamental e médio. Um dos seus entusiastas é o Professor Fernando Dolabela, que ajudado a implementar sua “pedagogia empreendedora” em centenas de escolas municipais. Um projeto que merece destaque é o da Prefeitura de São José dos Campos, que tem promovido periodicamente uma feira de exposição de projetos criados pelos alunos do ensino fundamental, a ‘Empreende 2017’. Nesse evento foram apresentados 149 trabalhos desenvolvidos pelos alunos do 6º ao 9º ano da rede de ensino municipal, e é parte do programa de empreendedorismo.

 

De fato, todas as pessoas têm potencial para empreender. É nato para alguns, mas pode ser estimulado e desenvolvido nos demais. É lógico que algumas pessoas têm uma capacidade maior de enxergar as oportunidades e transformá-las em negócio. Mas isso é resultado não só do tino empresarial nato, mas do ambiente em que ele está inserido (família, cultura, referências, experiências).

 

Se a criança naturalmente segue na direção de criar e empreender é porque isso é sua vocação natural, algo agradável e gratificante para ela. Isso não tem nada a ver com o trabalho infantil forçado para ajudar nas despesas da família. Sendo assim, os pais são fundamentais na hora de estimular o empreendedorismo dos filhos. Eles devem mostrar aos seus herdeiros o valor do trabalho, a importância de se lutar e se esforçar para alcançar seus objetivos, a disciplina inteligente (não a coercitiva), a importância de sonhar grande e os exemplos e as recompensas de quem ‘faz diferença’.

 

Viaje com as crianças para locais com diferentes culturas, estimule o trabalho nas férias e limite o valor da mesada, de forma que a criança aprenda a dar valor ao dinheiro e ao trabalho e queira buscar sua própria independência.

 

Por fim, a escola também pode fazer sua parte, propondo atividades (gerar soluções para a reciclagem local do lixo, produzir um jornal da escola ou uma competição de robôs) que valorizem a criatividade e a solução de problemas reais, que será útil qualquer que seja o caminho profissional do aluno e, porque não! O desenvolvimento da sociedade!